A preocupação com os impactos sociais dos grandes projetos minerais em fase de implantação em vários municípios do Pará reuniu prefeitos, governo estadual, direção da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e dirigentes da Vale, ontem, quando a empresa expôs os aspectos dos projetos de exploração de cobre, bauxita, manganês e ferro em municípios das regiões sul, sudeste e nordeste do Estado.
A exposição foi uma exigência da Sudam, que analisa a liberação de quase R$ 1 bilhão em incentivos fiscais pleiteados pela Vale para financiamento dos projetos em Parauapebas, Marabá, Paragominas, Canaã dos Carajás, Barcarena e Curionópolis.
Os pleitos serão analisados pelos técnicos da Sudam em um período de três meses e a conclusão será repassada à diretoria colegiada da instituição, que decide se aprova o requerimento da mineradora que atingem até 75% de redução fiscal.
A Vale requer incentivos para seis projetos nos valores de R$ 80 milhões, R$ 543 milhões, R$ 480 mil, R$ 120 milhões, R$ 5 milhões e R$ 100 mil, somando mais de R$ 700 milhões. O projeto mais ousado é da siderurgia Aços Laminados do Pará (Alpa), que de acordo com diretor de implantação, Juarez Sigwalt, terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de placas e bobinas de aço, produtos que serão vendidos para a indústria naval e começará a verticalizar a produção mineral paraense.
A previsão da Vale é investir R$ 3.7 bilhões no projeto da usina siderúrgica, que inclui a construção de um porto e de uma ferrovia para escoamento da produção e de gerar 17.8 mil empregos diretos e indiretos em Marabá e entorno.
O estudo de viabilidade do projeto ficará pronto em março de 2010, o início das obras está previsto para outubro e o começo da operação da usina para novembro de 2013, utilizando 100% do minério de ferro da mina de carajás.
A previsão da empresa é transportar carvão mineral da China para Barcarena, onde será conduzido para Marabá pela hidrovia Tocantins, prevista no PAC e para a mina pela ferrovia em fase de implantação. Os navios farão o mesmo percurso de volta, transportando as placas de aço para o exterior.
Fonte: O Liberal - 21.08.09 - Belém (PA)
Link: http://www.oliberal.com.br/index.htm
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