Justiça nos Trilhos ao FSM

A Campanha “Justiça nos Trilhos” iniciou-se ao final de 2007 por iniciativa dos Missionários Combonianos do Brasil Nordeste e contou com a rápida adesão de outros grupos e organizações, que hoje compõem a sua coordenação executiva: Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Fórum Carajás, Fórum Reage São Luís, Caritas Regional Maranhão, Sindicato Ferroviários de PA-MA-TO, CUT Maranhão.

Objetivos:

a) Avaliar o impacto real das atividades da Vale ao longo da Estrada de Ferro Carajás;
b) Denunciar através do caso emblemático da Vale o modelo de desenvolvimento violento e saqueador de que muitos países do mundo são vítimas.
c) Construir uma rede com outros grupos e movimentos do Brasil e estrangeiros que vivem o mesmo conflito com a Vale.
d) Debater sobre a construção de mecanismos jurídicos e políticos que possibilitem a internalização de recursos da Vale, de forma a alavancar o desenvolvimento sustentado das comunidades impactadas pela ação da multinacional.

Praticamente, hoje, os mecanismos imediatos de redistribuição dos recursos de que a Vale se apropriou poderiam ser:

  1. o pagamento das indenizações por todos os danos cometidos a pessoas ou
    estruturas
  2. a efetivação das compensações ambientais obrigatórias, que até agora a Vale não
    cumpriu.
  3. o re-estabelecimento de um Fundo de Desenvolvimento Participativo: uma percentagem fixa dos lucros anuais da Vale, para projetos de promoção social participados pela sociedade civil, assim como acontecia antes da privatização da Companhia (8% dos lucros eram destinados a um fundo de desenvolvimento)

Alianças: Além da coordenação inicial da campanha, ao longo dos meses as alianças multiplicaram-se, tanto a partir das lideranças ao longo do corredor de Carajás (grupos e movimentos de Marabá, Açailândia, Buriticupu, Alto Alegre, Santa Inês, São Luís), bem como nacionais e internacionais. Destaca-se uma preciosa aliança com Ibase (Instituto Brasileiro de Análise Sócio-Econômica), da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e de seu grupo temático de combate ao racismo ambiental. Há também participação  da Articulação Siderurgia, do FAOR, do Movimento pela Serras e Águas de MG e muitos outros grupos. Uma rede importante conectada com a campanha é a dos sindicatos de vários países atuantes contra a Vale, coordenada por USW no Canadá: isso nos possibilita contatos com a Indonésia, a Nova Caledônia e o Moçambique, todos lugares em que o conflito com Vale é forte. Enfim o Centro Nuovo Modello di Sviluppo, na Itália, está terminando um dossier sobre Vale que será apresentado ao FSM.

Seminários: A campanha já realizou seminários em Buriticupu, Bom Jesus das Selvas, Belém, Açailândia e São Luís. Estão previstos para o começo do próximo ano encontros no Rio de Janeiro, em Marabá e em Alto Alegre do Pindaré.

Pesquisas: Uma equipe de pesquisa sociológica (prof. Marcelo Carneiro e UFMA São Luís) aplicou questionários nas regiões de Buriticupu, Bom Jesus, Alto Alegre e Açailândia. Estamos na fase de sistematização dos dados e coleta dos dados secundários. Uma equipe econômica é composta por estagiários da UFMA de São Luís que estão recolhendo dados sobre os lucros da Vale e seu balanço social. Uma equipe jurídica, cuja referência é o NAJUP de São Luís em colaboração com os advogados Guilherme Zagallo, Danilo Chammas e Ricardo Stanziola Vieira está estudando a legislação socioambiental pertinente a fim de produzir numa cartilha dos direitos e deveres em linguagem popular. Temos o desafio de encontrar pessoas ou grupos dispostos a acompanhar uma ação direta de educação popular ao longo dos trilhos sobre esses temas.
Uma equipe de pesquisa e denúncia socioambiental está aprofundando o impacto da poluição de carvoarias e siderúrgicas em Açailândia, em parceria com o Centro de Defesa e com o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público Estadual sobre as questões de meio-ambiente.

A Campanha Justiça nos Trilhos no FSM:
A campanha inscreveu 5 atividades:
1. Justiça nos Trilhos: o conflito entre o povo e a VALE
Seminário internacional dia 28 de janeiro, manhã
Com representantes dos maiores movimentos para a Justiça Ambiental  no Brasil, Canadá e Itália
2. Justiça nos Trilhos: os povos no mundo em conflito com a VALE
Seminário internacional dia 28 de janeiro, tarde
Com representantes dos povos vítimas da mineração em Canadá, Inglaterra, Moçambique,
Nova Caledônia, Brasil

3. Justiça nos Trilhos: o conflito entre o povo e a VALE (análise ambiental)
Oficina, dia 29 de Janeiro – com Fórum Carajás
4. Justiça nos Trilhos: o conflito entre o povo e a VALE (análise econômica)
Oficina, dia 30 de Janeiro – com Centro Nuovo Modello di Sviluppo
5. Justiça nos Trilhos: o conflito entre o povo e a VALE (análise jurídica)
Oficina, dia 31 de Janeiro -  com advogado Danilo Chammas e Najup

Além disso, teremos três estandes no corredor institucional, para encontrar durante todos os dias do FSM as pessoas interessadas sobre as propostas de JnT.

SAIBA MAIS E PARTICIPE: O site www.justicanostrilhos.org é constantemente atualizado e oferece agora também breves vídeos sobre a situação

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante ou um spam.
8 + 4 =
Solve this simple math problem and enter the result. E.g. for 1+3, enter 4.
desenvolvido por casa de bits.