Depois da crise tudo recomeça: investimentos, conflitos e danos

 "Reflorestação" da Vale consegue muitos fundos


A Vale prepara o lançamento de um fundo de investimento em participações (FIP) para criar uma sociedade de propósito específico (SPE) responsável por gerir os ativos da companhia no ramo florestal.

O fundo, ainda em fase de captação de recursos, já tem como cotistas os fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef), além de aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Luta sindical internacional contra Vale

Na quarta-feira 21 de outubro os mineiros da Vale Inco Canadá, organizados pelo sindicato United Steel Workers, realizaram um protesto na Bolsa de Valores de Nova York (EUA), com a participação também do Conlutas, sindicato brasileiro. Em greve há quatro meses, os mineiros pretendem denunciar a política de corte de benefícios promovida pela empresa no Canadá e em todo o mundo.

Vale e camponeses no Moçambique: "consenso forçado para sair"

A Vale está prejudicando a vida de milhares de pessoas em Moçambique. Foi o que pôde constatar uma equipe de militantes que esteve no país entre os dias 28 e 29 de agosto. Representantes da União Provincial de Camponeses de Tete, vinculada à União Nacional dos Camponeses de Moçambique (Unac), da Via Campesina em Moçambique, da FIAN – Organização Internacional pelos Direitos Humanos à Alimentação, da Alemanha, e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tomaram contato com os impacto na vida dos camponeses do projeto de exploração mineral da companhia no Distrito de Moatize, na Província de Tete, centro de Moçambique.

Sindicatos africanos dão ultimato à Vale

 

Sindicatos Africanos filiados à Federação Internacional de química, energia, minas e à União Geral de Trabalhadores, reunidos, há dias, em Lagos, Nigéria, aprovaram por unanimidade uma resolução criticando a companhia brasileira Vale do Rio Doce pelas suas práticas “anti-sindicais”. 

Rayford Mbulu, presidente da organização regional da África Austral e presidente do Sindicato dos Mineiros da Zâmbia, disse que “chegou o momento para desafiar estes gigantes da mineração mundial, e a Vale será um caso de teste para nós”. 

Minérios: para o Brasil, só ficam os buracos

 

Está sendo realizado, pelo Ministério de Minas e Energias, o estudo de um novo Marco Regulatório para Mineração. No artigo a seguir, uma leitura crítica: "Já basta termos entregue a Vale do Rio Doce por migalhas e vendo ela arrancar nosso ferro, em ritmo frenético, para simplesmente exportá-lo em bruto, sem investir na siderurgia.  A responsabilidade do Legislativo é enorme. Se não agirmos já, estaremos diante do fantasma dos “direitos adquiridos” que, ou eterniza o saque colonial de nossos minérios, ou nos coloca no impasse de que só uma ruptura política  permita ao país reaver o controle do que, pela Constituição, pertence a todo o povo brasileiro".

Para outras informações, verificar página do MME ou aprofundar com estudos sobre o Plano do Setor Mineral

Nova Caledônia: derramamento de combustível na mina de níquel

 

Mais um vazamento na mina de nichel de Goro (Nova Caledônia, Canadá) preocupa os ambientalistas da região.
U
m ativista na Nova Caledônia diz que ainda existem preocupações sobre o impacto ambiental do projeto de níquel da Vale-Inco.
A mina de níquel, que está sendo construída perto de um Patrimônio Mundial da UNESCO, está programada para começar a produção em janeiro do ano que vem.
O lançamento da planta foi adiado diversas vezes devido a problemas técnicos, incluindo um grande vazamento na sua planta de ácido sulfúrico em abril.

Análise econômica de lucros e investimentos da Vale

R$ 3 bilhões de lucro no terceiro trimestre do ano. Lucro de R$ 7,6 bilhões no acumulado.
Exportação de 75 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas (alcançando o ritmo anterior à crise).
Preço médio do minério de ferro de US$ 57,23 por tonelada, quando no 2º trimestre o preço médio tinha sido de US$ 47,82 (19% de crescimento no preço médio).
Essas e várias outras informações no Relatório de lucros e investimentos da Vale. Justiça nos Trilhos coloca o arquivo a disposição, em anexo.

Governo vence queda de braço com a Vale

Os planos da Vale para o próximo ano mostram que o governo federal venceu a queda de braço com a empresa pelos investimentos em siderurgia.

A companhia confirmou a intenção de construir uma usina no Pará, que já vai receber US$ 192 milhões no ano que vem.

A implementação de uma siderúrgica no Estado, governado pela petista Ana Júlia Carepa, era uma das obras mais cobradas pelo governo.

 

 

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