CONVOCAÇÃO: Encontro Mundial dos afetados pela Vale 12-15 abril

Nós, organizações e movimentos sociais e sindicais do Brasil, convocamos  e convidamos organizações sociais e sindicais do Canadá, Chile, Argentina, Guatemala, Peru e Moçambique para o I Encontro de Populações, Comunidades, Trabalhadores e Trabalhadoras afetados pela política agressiva e predatória da companhia Vale do Rio Doce, em abril de 2010 no Rio de Janeiro.

A Vale, dona que quase todo o minério de ferro do solo brasileiro, é hoje uma empresa transnacional, que opera nos cinco continentes, 14a companhia do mundo em valor de mercado,  explorando os bens naturais, as águas e solo, precarizando a força de trabalho dos povos em todo o mundo.

Lucro para Vale - Perigo para siderúrgicas

As grandes mineradoras da Austrália estão pedindo para seus clientes japoneses e sul-coreanos que aceitem um aumento contratual de 40% nos preços do minério de ferro em 2010, segundo informou um jornal chinês nesta quarta-feira, à medida que o aumento da demanda coloca pressão nas siderúrgicas para que fechem um valor mais cedo neste ano.

Embora sem confirmação, traders descrevem o aumento pedido como "razoável" reação à demanda do mercado e aos fortes preços no mercado à vista, com a siderurgia começando a se recuperar após a crise vivenciada em 2009.

Disputa com índios atrasa obras de Vale e Petrobras

A disputa sobre a demarcação de uma possível área indígena no Ceará colocou em confronto Petrobras, Vale e governo do Ceará com o Ministério Público Federal, resultou na paralisação da obra de uma siderúrgica no Estado e pôs em risco a instalação de uma refinaria do PAC.
Ambos os projetos já estão atrasados.  Próximas ao porto de Pecém, as unidades ficam numa área reivindicada pelo povo indígena Anacé, cuja demarcação do território está sob análise da Funai.

Vale vai retomar operações no Canadá

A Vale está totalmente desrespeitando os trabalhadores, o sindicato USW e a comunidade de Sudbury. É suficiente comparar o acordo finalizado entre o sindicato e a Xstrata em Sudbury: durante 75 anos, a Inco (atual Vale) e a Xstrata trataram de forma igual os mineiros sindicalizados.  Os custos na Xstrata são iguais ou até maiores do que na Vale-Inco; portanto, a Vale realmente não precisa das concessões que exige.  Além disso, a retomada de produção com terceiros é perigosa para os trabalhadores e para a comunidade, pois as minas são subterrâneas e a mineração exige bastante experiência.

Mineração em Unidades de Conservação?!

Entidades ambientalistas divulgam nota contra os ataques praticados pelos setores mineradores, que querem agora legalizar a exploração mineral nas Unidades de Conservação.
 
A nota será encaminhada à Presidência da República, Ministério de Meio Ambiental, Câmara dos Deputados e a socieddade em geral.
Segue a integra da nota.

Denúncias contra TKCSA ganham visibilidade na Alemanhã

Um dos pescadores prejudicados pela instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA, controlada ao 27% por Vale), na Zona Oeste do Rio de Janeiro, participou nesta quarta-feira, 21 de janeiro, do Encontro Anual dos Acionistas da ThyssenKrupp.
O evento foi realizado na Alemanha, em Bochum, e contou com a presença de aproximadamente 2 mil acionistas. Além dele, a economista Karina Kato, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), esteve presente. A intervenção dos dois, entre outros representantes de organizações sociais, só foi possível pelo contato com ativistas conhecidos como “acionistas críticos”.

Protestos contra a Vale em Minas Gerais


Os moradores de S. Rita do Jacutinga revoltados contra a Vale pelo fechamento da Unidade da empresa em agosto de 2009.  

A cidade parou em protesto; quando a única oportunidade de desenvolvimento é a Vale, nem sempre o futuro está garantido...

Veja o vídeo aqui.

"Eles precisam de minério e nós precisamos vender"

A situação do mercado de minério de ferro, no momento, é de maior aperto na oferta do que em 2008, antes da crise que derrubou os mercados, admitiu ontem o diretor-executivo de metais ferrosos da Vale, José Carlos Martins. "Hoje, o mercado encontra-se, talvez, numa situação parecida ou até mais apertada e com uma grande diferença. A participação da China na demanda do mercado é muito maior do que era naquela época, além de ter um crescimento da procura por parte do Japão, da Europa e do Brasil. É uma situação bastante positiva para as empresas mineradoras".

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