‘Vale é uma máquina de destruição’
Depois de escabrosas e evidentes irregularidades da época da privatização, cujas vantagens apregoadas seguem desconhecidas do grande público, a Companhia Vale do Rio Doce voltou a ser alvo de denúncias no Senado. Desta vez por diversas irresponsabilidades ambientais, dentre outras, apontadas por três advogados trabalhistas da cidade de Parauapebas-PA (Carlos Viana Braga, Geraldo Pedro de Oliveira Neto e Rubens Motta de Azevedo Moraes Júnior). |
Alunorte terá que assinar Termo de Ajustamento de Conduta por dano ambiental
A Alunorte será chamada para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nos próximos dias, devido ao vazamento de resíduos do beneficiamento da bauxita, armazenados num reservatório da empresa, após chuva intensa ocorrida no último dia 27 de abril. Uma substância conhecida como 'lama vermelha' transbordou de um dos canais de contenção da mineradora e contaminou o rio Murucupi, na região de Barcarena (PA).
Foto: Ibama
Vale denunciada no Senado
O líder do PSOL, senador José Nery (PA), ocupou a tribuna nesta sexta-feira (5) para denunciar o que chamou de "posturas autoritárias" da Companhia Vale do Rio Doce em relação à população pobre de Parauapebas, no estado do Pará. Segundo ele, a Vale está ameaçando moradores da região, supostamente prejudicados pela construção de uma rodovia vicinal, que passa pelas terras deles, destinada a viabilizar o escoamento do minério de ferro do Projeto Salobo.
Repartir na crise: os missionários em busca de novos modelos de desenvolvimento - qual o papel da Vale?
No mês de maio uma enchente sem precedentes invadiu no Maranhão os vales dos rios Pindaré e Mearim, uma das regiões mais pobres do Brasil. Por semanas inteiras os moradores daquelas regiões ficaram desabrigados; as estradas cortaram-se inúmeras vezes no Maranhão todo, interrompendo o transporte de pessoas, mercadorias e alimentos; pontes caíram e algumas cidades ficaram isoladas.
Alunorte, do grupo Vale, é indiciada por crime ambiental no rio Murucupi
Continuam as investigações sobre o vasamento de lama vermelha da Alunorte. A Polícia Civil indiciou a empresa (controlada da Vale) por crime ambiental. Leia a seguir os detalhes e a resposta da empresa.
Veja aqui a denúncia e multa do Ibama à Alunorte e o estudo do Instituto Evandro Chagas sobre os danos ao rio Murucupi, aos peixes e às populações riberinhas.
O minério não dá duas safras
Justiça nos Trilhos oferece toda sua solidariedade à luta contra a mineração selvagem dos companheiros/as de Conceição do Mato dentro, em Minas Gerais.
Conheça mais uma experiência de resistência e luta pelos direitos do povo e por um modelo de desenvolvimento respeitoso da vida.
Marabá (PA): Prefeitos discutem partilha de fundo estatização da Vale
Doze dos quatorze prefeitos de municípios localizados na área de influência da Vale se reuniram dia 20 de maio à tarde, no escritório regional da Amat (Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins), em Marabá, para discutir sobre o rateio do recurso do fundo de privatização da mineradora, que estava suspenso desde 2001, por falta de prestação de conta de algumas prefeituras. Ficou acertado que a divisão será em 14 partes iguais. Antes os municípios de Marabá e Parauapebas ficavam com duas parcelas.
As primeiras greves contra Vale também no Moçambique
Pouco mais de mil e duzentos trabalhadores da Oderbrecth consórcio da companhia mineira Vale paralisaram na manhã desta quinta-feira as suas actividades. Os trabalhadores prometem só regressar as suas actividades depois de ver a situação regularizada.
Trata-se da segunda paralisação que ocorre em menos de dois meses, à semelhança da primeira onde os mais de mil e duzentos trabalhadores da Oderbrecth consórcio da Vale virada a construção de infra-estruturas daquela companhia mineira exigem da empresa, o reajuste do salário e a melhoria das condições de trabalho.


Depois de escabrosas e evidentes irregularidades da época da privatização, cujas vantagens apregoadas seguem desconhecidas do grande público, a Companhia Vale do Rio Doce voltou a ser alvo de denúncias no Senado. Desta vez por diversas irresponsabilidades ambientais, dentre outras, apontadas por três advogados trabalhistas da cidade de Parauapebas-PA (Carlos Viana Braga, Geraldo Pedro de Oliveira Neto e Rubens Motta de Azevedo Moraes Júnior).